O que fazer quando tudo desaba e não há mais saída? O que fazer quando a imensidão engole qualquer perspectiva?"
Há três anos atrás eu comecei a escrever isso e não terminei. Tanto tempo depois, as palavras fazem o mesmo sentido. Havia um grande buraco negro e alguém que não sabia como fugir de sua força, sentindo-se atraída cada vez mais pela força do nada e vendo-se cada vez mais em vias de sucumbir ao vazio. Pois não houve outra alternativa. Minha memória não é mais a mesma que antes. Venho expulsando-a de mim mesma, como que querendo esquecer-me de tudo o que já vivi, ouvi, vi. Perdi. Deixei que minha mente se fosse e levasse consigo todas as imagens de meu passado. Queimando neurônios, apaguei o que não mais queria. Útil? Talvez. De nada mais me lembro. Não posso dizer por quê estava tão incompleta, tão inútil, tão vulnerável e temendo o pior. Pois o pior ainda não aconteceu, disso me lembro bem.
Ainda estou aqui no mesmo lugar, beirando um abismo mortal que me aguarda sem piedade, eu escolho me jogar ou escolho dar um passo atrás e voltar? Não consigo decidir, a beira do abismo me parece mais confortável.
Jogando fora dias de existência.
Há três anos atrás eu comecei a escrever isso e não terminei. Tanto tempo depois, as palavras fazem o mesmo sentido. Havia um grande buraco negro e alguém que não sabia como fugir de sua força, sentindo-se atraída cada vez mais pela força do nada e vendo-se cada vez mais em vias de sucumbir ao vazio. Pois não houve outra alternativa. Minha memória não é mais a mesma que antes. Venho expulsando-a de mim mesma, como que querendo esquecer-me de tudo o que já vivi, ouvi, vi. Perdi. Deixei que minha mente se fosse e levasse consigo todas as imagens de meu passado. Queimando neurônios, apaguei o que não mais queria. Útil? Talvez. De nada mais me lembro. Não posso dizer por quê estava tão incompleta, tão inútil, tão vulnerável e temendo o pior. Pois o pior ainda não aconteceu, disso me lembro bem.
Ainda estou aqui no mesmo lugar, beirando um abismo mortal que me aguarda sem piedade, eu escolho me jogar ou escolho dar um passo atrás e voltar? Não consigo decidir, a beira do abismo me parece mais confortável.
Jogando fora dias de existência.

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